
Gostava de sonhar, tinha utopias consciente de que eram utopias, mas as tinha e ninguém a impedia de realizar. Sonhava só por gostar de voar, abrir as asas, pairar sobre o ar. Seu mundo era um jardim de rosas, e enganar-se-ia quem imaginasse aquelas flores vermelhas. Eram rosas rosas, rosas amarelas e até roxas, mas fora do clichê, fora daquela coisa que parece um campo magnético em volta das pessoas. Não concordava com nada, com ninguém, concordar com ela era quase um insulto a sua inteligência. Inteligência não era só questão de saber tudo, era questão de saber o que ninguém sabia, de inventar o que sabia e ninguém entender do que se falava. Ela não falava apenas, cantava e encantava por seu caminho de flores, chorava porque tinha vontade, gritava frequentemente, mas isso não assustava a ninguém que a amava. Quem não é capaz de compreender sua complexidade também não entende sua beleza, nem vê as flores, tampouco a piada de sua voz gasta. A compreensão mesmo da incompreensão só existe quando há sentimento. Você pode não entender nada, mas se você ama você entende tudo, mesmo sem saber nada, mesmo sem enxergar nada, você só sente e simplesmente sabe. (Mariana Romariz)
1 fantasmas no escuro.:
Eu gosto tanto do que voce escreve, pena que vem escrevendo com menos frequencia do que antes, tenho saudades. Fique bem. Beijos!
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